O Inotável
Coisas baratas estão ao meu redor
Ilusões que servem para me conformar por estar vivo
Eu acordo e vejo os mesmos rostos, rostos queridos até, porém eles me vêem?
Eu passo pelas mesmas ruas sem ser notado, apenas mais um pedestre, um “figurante” desse cenário medíocre e idiota que é o mundo.
Eu posso usar a mesma blusa preta todos os dias,ninguém repara mesmo.
Meus passos não têm marcas e nem barulho.
Pessoas não esbarram em mim porque simplismente não me vêem.
Eu ando pelos mesmos lugares todos os dias para visitar alguém em especial até que chego em suas casa e me dou conta de que eles tem outros afazeres.
Minha cabeça está baixa eu espero pelo o fim dos meus dias o meu velório será simples com menos de quinze pessoas todas da família.
Talvez alguns curiosos não sei.
Quando eu simplismente fechar meus olhos talvez minhas palavras sejam entendidas, talvez os amores sejam correspondidos, seria tarde demais, mas eu não ligo de ser invisível.
Não importo em não ser notado.
O Inotável
Postado por
Hajime
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Marcadores: Poemas
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